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USO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO PARA CADASTRAMENTO SISVAN E HIPERDIA COM EXPERIÊNCIA MULTIDISCIPLINAR III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família Resumo: Na Estratégia Saúde da Família (ESF) o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) é fonte de informações para o planejamento de ações em saúde. Obtido de dados coletados da Ficha A preenchida em visitas domiciliares pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), oferece à ESF dados importantes para o reconhecimento da área em suas características físicas, ambientais, sociais e de agravos no território pesquisado. A equipe 57 da ESF na Unidade de Saúde da Família Jardim São Paulo II, do município de Foz do Iguaçu, PR, utiliza estes dados em seu planejamento anual para identificação, organização e catalisação das ações de promoção e prevenção em saúde. Através do Perfil Epidemiológico resultante do SIAB, a equipe detectou as metas que deveriam ser alcançadas no ano e daí surgiu a discussão e escolha de medidas para atingi-las através de campanhas de cadastramento do SISVAN e HIPERDIA. O propósito deste trabalho é usar o perfil epidemiológico no cadastramento de 100% da população-alvo nos programas SISVAN (551 crianças abaixo de 7 anos) e HIPERDIA (319 hipertensos e 85 diabéticos). Dando seguimento ao uso destas ferramentas para inserção nos programas em andamento na unidade de saúde (puericultura e hiperdia) e promoção da multi e interdisciplinaridade nas campanhas deflagradas. Metodologia: 1º passo: Nivelamento do conhecimento em Saúde da Família para os profissionais de saúde desta unidade em outubro de 2007 e levantamento do perfil epidemiológico das microáreas e área. 2º Passo: Estudo do Perfil Epidemiológico e planejamento das ações, tais como organização das campanhas de cadastramento do SISVAN e HIPERDIA pela equipe, em parceria com graduandos de vários cursos. 3º Passo: Reavaliação das ações de saúde planejadas no período após os resultados de cada campanha. Em seis meses de implantação desta estratégia, foram cadastrados no SISVAN 38,6% das crianças abaixo de sete anos de idade e 72,1% no HIPERDIA. Os alunos de nutrição, enfermagem e fisioterapia participaram das atividades incrementando ações de educação popular, orientações e dinâmicas com os usuários que compareceram aos eventos. Houve maior entendimento sobre o uso dos dados do SIAB e conseqüente aumento da pró-atividade dos ACS e Auxiliares de Enfermagem nas campanhas. A experiência em lidar com os dados da Ficha A condensados no SIAB proporcionou pauta para discussão, entendimento e percepção das necessidades em saúde de uma determinada área ou microárea e pode ser um instrumento para integrar a equipe e fazê-la crescer interdisciplinarmente. Recomendamos que para a implantação da ESF devem-se possuir os dados do SIAB atualizados, reunir a equipe para entendê-los, discuti-los e traçar metas periódicas, reavaliando-as após cada ação de saúde incrementada. Observação: *Médica da USF Jardim São Paulo II, especialista em Saúde da Família e em Homeopatia; **Enfermeira da USF Jardim São Paulo II; ***ACS da Equipe 57; ****Graduanda de Enfermagem pela UNIOESTE; *****Auxiliares de Enfermagem da Equipe 57.
REGINA MARIA GONÇALVES DIAS; Isabel Cristina dos Santos
A partir da instituição do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), norteou-se a oferta de adequado acompanhamento do pré-natal e assistência às gestantes e puérperas. Este trabalho se justifica para avaliação dos serviços prestados às gestantes de uma Equipe de Saúde da Família (ESF 57) da Unidade de Saúde da Família Jardim São Paulo II, no município de Foz do Iguaçu-PR, tomando como base as diretrizes preconizadas no PHPN. Utilizou-se como método de coleta de dados a análise documental, por meio do caderno de registro dos pré-natais iniciados na respectiva ESF, prontuário das gestantes e o registro do SISPRENATAL. A amostra compreende 65 gestantes no período de 28 de julho a 23 de setembro de 2009. As variáveis analisadas foram: idade das gestantes; trimestre no qual ocorreu a 1ª consulta de pré-natal; status da frequência às consultas de pré-natal; oferta de exames e resultados de HIV e Sífilis e número de partos normais e cesarianos nesta população-alvo. A equipe de saúde responsável pela respectiva área está atualmente com o quadro completo: 1 médica, 1 enfermeira, 2 Auxiliares de Enfermagem, 7 Agentes Comunitários de Saúde e 1 Equipe odontológica, e é responsável por uma população com 5.257 usuários, 1.420 famílias cadastradas no SIAB. Somente 8,1% desta população têm planos de saúde particular, portanto, todo o restante utiliza o serviço público de saúde (SUS/PSF). Resultados: 33% das gestantes têm menos de 20 anos; foram cadastradas 20 gestantes iniciando o pré-natal nos meses de agosto e setembro, 40% o fizeram após o 1º trimestre de gravidez; todas as gestantes estavam com as consultas em dia, exceto 6 (haviam faltado a última consulta) e 16,66% (n=3) não haviam realizado a consulta puerperal, entretanto, ainda dentro do período de 42 dias pós-parto; todas as gestantes possuíam exames complementares de acordo com o PHPN e Manual Técnico de Pré-natal e Puerpério (MS/2005); 100% possuíam resultados de exames de HIV e Sífilis, com 3% (n=2) de positividade somente para sífilis, as quais foram tratadas juntamente com os respectivos parceiros e 73% das gestantes tiveram os filhos de parto normal. Conclusão: Esta Equipe de Saúde da Família oferece os recursos para assistência pré-natal de acordo com os critérios estabelecidos pelo PHPN/MS, entretanto, pode-se qualificar o serviço diminuindo o tempo de 1ª consulta, ou seja, ocorrendo dentro do 1º trimestre e trabalhando a conscientização sobre a gravidez na adolescência. Palavras-chave; Pré-natal; Gravidez; Saúde da Família; PSF ANTITABAGISMO: IMPLANTAÇÃO NA USF JARDIM SÃO PAULO II – FOZ DO IGUAÇU–PR REGINA MARIA GONÇALVES
DIAS; Carlos Fernando Taborda; Ivan Ramos Silva; Diva Aparecida da Rocha; Isabel
Cristina dos Santos A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima em um terço da população mundial adulta, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, o número de fumantes, sendo o tabaco a principal causa de morte evitável em todo o planeta, atingindo cifras de 4,9 milhões de mortes anuais no mundo. No Brasil morrem cerca de 200.000 pessoas por ano (OPAS,2002) em decorrência do tabagismo. Considerando estes dados nacionais e internacionais, como também o fato de Foz do Iguaçu ser rota primária no contrabando de cigarros no Brasil, foi implantado o Programa Antitabagismo com o apoio do INCA e da Secretaria Municipal de Saúde na Unidade de Saúde da Família Jardim São Paulo 2 a partir de fevereiro de 2009. Receberam treinamento prévio para a implantação do programa 1 médica, 1 enfermeira e 1 Agente Comunitário de Saúde (ACS). Além da equipe treinada, participaram das sessões, alunos quintanistas do curso de Psicologia. Os tabagistas foram convidados em consulta ou pelos ACS da equipe. Iniciou-se o programa estimando o grau de dependência química através do Questionário de Tolerância de Fagerström (QTF). Adotou-se a abordagem cognitivo-comportamental com treinamento de habilidades comportamentais sugerida pelo INCA/MS e decidiu-se pelo emprego de farmacoterapia de acordo com os critérios estabelecidos no Consenso de Tratamento e Abordagem do Fumante (INCA/MS). Utilizaram-se somente os medicamentos disponibilizados atualmente no município de Foz do Iguaçu (adesivos de nicotina e nortriptilina). Foram formados grupos de 16 e 17 pessoas, com sessões semanais no primeiro mês, após acompanhamento de 15 em 15 dias e, em seguida, mensais, totalizando 7 meses. Dos 33 fumantes participantes do programa, 69,7% (n=23) possuía no QTF alto grau de dependência química (acima de 5); até a 4ª sessão obteve-se êxito com 75,7% (n=25) de participantes não fumantes; 72,7% (n=24) usaram adesivo de nicotina e 48,5% (n=16) utilizaram a nortriptilina como auxílio ao tratamento. Após a 2ª sessão de acompanhamento, havia 66,7% (n=22) de ex-fumantes. Apesar do programa ter sido implantado recentemente, os resultados são comparados ao programa implantado em Curitiba entre 2006 e 2008 (INCA, 2009) o qual atendeu 5.207 fumantes. Desse total, 68% aderiram ao tratamento e em um ano, 46% abandonaram o cigarro. No momento está sendo organizando novo grupo em aguardo na lista de espera com mais de 80 inscritos. De acordo com os dados obtidos até o momento, a continuidade do programa impactará futuramente com resultados importantes na saúde de nossa população adstrita. Palavra-chave: Antitabagismo; ACOLHIMENTO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA: O OLHAR DO TRABALHADOR DE SAÚDE
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Idade em anos |
Positividade Total |
Poliparasitismo |
Enteroparasitoses |
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% |
% |
Entamoeba h. % |
Ascaris l. % |
Endolinax n. % |
Tênia % |
Giárdia l. % |
|
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Menores de 14 anos |
82,35 |
29,41 |
35,29 |
17,64 |
23,52 |
17,64 |
17,64 |
|
Maiores de 14 anos |
90,38 |
42,30 |
53,84 |
28,84 |
21,15 |
17,30 |
11,53 |
Acompanha as parasitoses um quadro intestinal com 95,65% de inflamação de cólons, detectada através de albuminas intacta e degradada. No exame químico, dispepsia de fermentação (86,95%) e pH alcalino em 31,88% dos exames (Figura 3).
Figura 3

DISCUSSÃO
Atualmente há um alto índice de enteroparasitoses em população de baixa renda ou que residem em áreas não urbanizadas e sem saneamento1 5 6 9 10 11 15 16, entretanto, nesta pesquisa levantamos dados que estimulam, estudos futuros em relação à transmissão de enteroparasitos em população que reside em área urbanizada e saneada7, mas lhes falta educação sanitária12 14.
Há diversas possibilidades de transmissão da doença, como por exemplo, através do dinheiro8, de sanitários2, hábitos de ingestão de hortaliças1 11 16, consumo de água filtrada5, entre outros16, os quais esta população é susceptível.
Em resultados obtidos de Macedo et al., 1998, em favelizados do Rio de Janeiro obtiveram uma positividade de enteroparasitoses de 54,5%. Em nossa estatística foi de 86,95% (Figura 1). Em relação aos parasitas no levantamento de Macedo acusou Giárdia lamblia (24,62%), A. lumbricóides (24,46%), T. trichiura (18,82%) e em nosso levantamento, os mais freqüentes foram Entamoeba histolytica (49,27%), Ascaris lumbricoides (26,08%), Endolinax nana (21,73%), Tênia (15,94%) e Giárdia lamblia (13,04%), (Tabela 2). O percentual de todas as espécies de Ameba foi de 78,24%.
Tabela 2
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Enteroparasitos mais freqüentes em Macedo et al. (Favelizados-RJ) |
Enteroparasitos mais freqüentes em Dias et al. (Classes sociais A e B-Foz do Iguaçu-PR) |
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Giardia lamblia (24,62%) |
Entamoeba histolytica (49,27%) |
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A. lumbricoides (24,46%) |
A. lumbricóides (26,08%) |
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T. trichiura (18,82%) |
Endolinax nana (21,73%) |
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Entamoeba histolytica (3%) |
Tênia (15,94%) |
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Giardia lamblia (13,04) |
Nos países subdesenvolvidos os parasitos intestinais atingem índices, de até 90% de positividade, ocorrendo um aumento significativo de freqüência à medida que piora o nível sócio-econômico9 16. Em nosso levantamento apesar da população alvo do estudo, residir em área urbana e saneada, a positividade (86,95%) (Figura 1) é compatível com áreas sem urbanização e saneamento e de classes sociais menos favorecidas.
A inspeção dos dados relativos à distribuição das enteroparasitoses mostrou que Entamoeba h., Ascaris l., Endolinax n. e Tênia foram os mais freqüentes. Destes, o índice de Entamoeba histolytica (positividade geral de 49,27%; em menores de 14 anos, 35,29% e em maiores de 14 até 69 anos, 53,84%) é bem maior do que os encontrados em trabalhos anteriores9 10 16, onde, responsabilizam a incidência deste protozoário, principalmente ao uso de hortaliças provenientes de hortas irrigadas com água não tratada (poços artesianos, rios, etc).
Os outros parasitas (Ascaris l., Endolinax n., Tênia e Giárdia l.) tem seus valores estatísticos dentro ou acima da média brasileira encontrada em população menos favorecida, vivendo sem urbanização e saneamento6 9 10 11 15 16.
Observamos que a faixa etária mais atingida em relação à positividade dos enteroparasitos foi a de maiores de 14 anos (90,38%), diferindo dos resultados em outras pesquisas, que acusam uma incidência maior de enteroparasitos em indivíduos abaixo de 15 anos de idade9 16.
A população atingida pelas enteroparasitoses encontra-se com alterações em sua coprologia funcional (Figura 3), os quais demonstram ser portadores de disbiose, com alterações de digestão e absorção intestinal, predispondo a um quadro de desconforto e sintomatologia que interfere em sua qualidade de vida.
Constatamos que no município de Foz do Iguaçu, há fatores além do saneamento e urbanização que interferem na transmissão de enteroparasitos à população de maior poder aquisitivo e que reside em área urbana e saneada, necessitando estes indivíduos, para sanar tal incidência mórbida, Educação Sanitária12 14. Sugerimos também treinamento e maior controle sanitário de escolas, estabelecimentos públicos, fornecedores e empresas que manipulam e comercializam hortaliças (mercados, restaurantes, produtores rurais, etc).
Este estudo mostrou a importância de novos levantamentos em todas as classes sócio-econômicas no que se refere a uma maior amostragem, fatores determinantes de transmissão de enteroparasitoses, principalmente de protozoários, incluindo nestes itens a realização e execução do coproparasitológico com técnica adequada e pessoal treinado para tal3 4 13.
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Regina Maria Gonçalves
Dias* ; Helio Copelman
Há um alto
índice de formas amebianas em população de classes A e B de Foz do Iguaçu-PR
detectadas em trabalho anterior (outubro de 2000), 49,27% de Entamoeba
histolytica; 21,73% de Endolimax nana e 7,24% de Entamoeba coli. Por essa prevalência
e patogenicidade destes parasitos objetivamos com este estudo determinar a eficácia
na terapêutica medicamentosa e/ou reincidência em relação às formas de
amebas detectadas em Exame coproparasitológico funcional modificado por
Copelman em pacientes de classes A e B de Foz do Iguaçu-PR em várias faixas etárias.
Metododologia. Pacientes sintomáticos com formas de amebas e disbiose,
detectados em exame coproparasitológico funcional, foram orientados quanto a
novos hábitos de higiene e tratados com Etofamida, Teclozan e Secnidazol
consecutivamente, junto com protetor hepático, Silimarina para adultos e
Extrato hepático para crianças abaixo de 12 anos ou 40 Kg, durante todo o
tratamento com vermífugos e, em seguida realizado novo coproparasitológico
modificado segundo Copelman para controle de parasitos. Conclusões. A forma de
ameba de maior prevalência foi a Entamoeba histolytica (86,26%), seguido por
Endolimax nana (33,33%) e Entamoeba coli (24,88%) em 15 pacientes que realizaram
os exames solicitados e completaram o tratamento conforme o protocolo. No 2º
Coproparasitológico, ou seja, após o tratamento medicamentoso, manteve-se
positivos(figura 1) a
Entamoeba histolytica em 33,33 % dos pacientes, 60% de Endolimax nana e 20% de
Entamoeba coli, demonstrando que além de resistência medicamentosa, houve também
nova infestação durante este tratamento em relação às formas de Endolimax
nana.
There
is a high index of ambians forms in population of classes A and B of Foz do Iguaçu-PR
detected in previous studies (October of 2000), 49,27% of Entamoeba histolytica;
21,73% of Endolimax nana and 7,24% of Entamoeba coli. Because that prevalence
and patogenicidad of these parasites we aimed at with this study to determine
the effectiveness in the therapeutics medicamentosa and/or backsliding in
relation to the forms of amebas detected in coproparasitologic exam functional
modified by Copelman in patients of classes A and B of Foz do Iguaçu-PR in
several age groups. Metododologia. Patient symptomatic with forms of amebas and
disbiosis, detected in coproparasitologic exam functional, they were guided as
for new hygiene habits and treaties with Etofamida, Teclozan and Secnidazol
consecutively, with protecting hepatic, Silimarina for adults and hepatic
Extract for children below age 12 years or 40 Kg, during the whole treatment
with vermifuge and soon afterwards accomplished new coproparasitológico
modified according to Copelman for control of parasites. Conclusions. The form
of ameba of larger prevalence was the Entamoeba histolytica (86,26%), following
for Endolimax nana (33,33%) and Entamoeba coli (24,88%) in 15 patient that
accomplished the requested exams and they completed the in accordance treatment
the protocol. In 2nd coproparasitologic, or be after the treatment
medicamentoso, he/she stayed positive the Entamoeba histolytica in 33,33% of the
patients, 60% of Endolimax nana and 20% of Entamoeba coli, demonstrating that
besides resistance medicamentosa, there was also new infestation, during this
treatment in relation to the forms of Endolimax nana.
Figura
1

Regina Maria Gonçalves Dias* ; Helio Copelman
* Regina Maria Gonçalves Dias - Médica Especialista em Homeopatia (SOHERJ) e Saúde da Família (Universidade São Camilo-RS) .
Helio
Copelman – Prof. Titular de Gastroenterologia do Instituto de Pós-Graduação
Médica Carlos Chagas.
* Artigo divulgado na V Semana do Aparelho Digestivo – Congresso Nacional de Gastroenterologia – RJ – agosto de 2002.
Foi detectado alta prevalência de
enteroparasitoses em Dias, R. & Copelman, H. – IV Semana de do Ap.
Digestivo-2000. Queríamos confirmar a prevalência e analisar com exames
seguidos o comportamento de positividade no exame coproparasitológico após
tratamento medicamentoso.
Objetivo:
Estudar a prevalência de parasitose em
pacientes pertencentes às classes sócio-econômicas A e B, reincidiva e
confiabilidade na eficácia terapêutica de primeira ordem. Estudamos
pacientes deste perfil por serem formadores de opinião e por residirem em país
subdesenvolvido, este estudo se presta como indicador de qualidade de vida
neste território.
Delineamento:
Estudo de 145 exames laboratoriais
solicitados em consultório de clínica médica, destes, 70 que realizaram
dois exames consecutivos e intervalados por tratamento medicamentoso e 39 que
realizaram três exames coproparasitológicos.
Material e Métodos:
Estudou-se a prevalência de parasitas
intestinais em 145 indivíduos de ambos os sexos, e de diversas idades,
moradores na cidade de Foz do Iguaçu-PR e pertencentes às classes sócio-econômicas
A e B, atendidos em consultório particular. O inquérito foi realizado através
de até três exames consecutivos de coprologia funcional e parasitológico,
compreendendo três métodos (Hoffman modificado com dupla lavagem das fezes,
Baerman Morais centrifugado e Faust), e intercalados por tratamento
medicamentoso específico para o parasita encontrado, realizados no período
de 1998 a 2002. A análise estatística e gráfica foi realizada utilizando o
aplicativo Microsoft Excel 2000.
Resultados:
O percentual de enteroparasitoses em
145 exames foi igual a 95,86%, com ocorrência de protozoários e helmintos.
Os parasitos mais freqüentes (Fig. 1) no primeiro exame realizado foram:
Ameba histolytica (60,69%), Endolimax nana (30,34%), Ameba coli (21,38%),
Ascaris lumbricoides (20%), Tenia (17,45%), Giárdia lamblia (8,97%),
Balantidium coli (3,45%) e Hymenolepsis nana (2,07%). Nos segundos e terceiros
exames coprológicos, verificamos recidiva e novos diagnósticos para o mesmo
parasita. Naqueles que fizeram dois exames intervalados com vermífugos específicos
quando positivos, foram os seguintes: de 70 pacientes que realizaram dois
exames coprológicos, houve positividade de 55,71% para Ameba histolytica em
primeiro exame, nestes (n=39) que fizeram o segundo coprológico, encontramos
positividade ainda em 41,02%, apesar de tratamento medicamentoso e 18,57%
destas 70 amostras, foram positivos pela primeira vez. Em 27 pacientes que
realizaram três coprologias, na terceira 44,44% ainda se encontravam
positivos, mesmo após duas etapas (após primeiro e segundo exames) de medicação
específica para Ameba histolytica e foram detectados 11,11% novos diagnósticos.
No caso do Endolimax nana, nesta mesma população (n=70) que realizaram dois
exames coprológicos, detectamos 28,57% de diagnósticos em primeiro exame,
40% continuavam positivos após o tratamento e 25,71% de novos diagnósticos
no segundo exame. Para o Ascaris lumbricoides e Tênia consecutivamente
obtivemos 24,28% e 21,42% de positividade em primeiro exame, 17,64 % no
Ascaris l. e 4,28% na Tênia continuaram positivos mesmo após tratamento e
foram diagnosticados novos parasitas em 7,14% de Ascaris l. e 33,33% para Tênia.
Conclusão:
Há um alto índice na positividade
geral para várias classes de parasitas, principalmente para Ameba
histolytica, Endolimax nana, Ascaris lumbricoides e Tênia. Este estudo
demonstra a necessidade de mais de um exame para avaliação de erradicação
do enteroparasita, já que mesmo com tratamento medicamentoso encontramos
positividade em segundo (Fig. 2) e até em terceiro exame coproparasitológico.
Com o seguimento de exames também fizemos novos diagnósticos, que porventura
não haviam sido detectados em uma primeira amostragem laboratorial. Sugerimos
instituir e reformular as medidas de educação em higiene e a implementação
de estudos que detectem novas fontes de contaminação, já que a população
estudada tem saneamento básico e água tratada, entretanto apresenta um alto
índice de enteroparasitas em seu primeiro exame (95,86%), como também o
estudo e análise de esquemas medicamentosos mais eficazes no tratamento de
alguns parasitas (Ameba histolytica). Sugerimos também avaliação e análise
rigorosa do emprego das técnicas tradicionais coproparasitológicas, através
de exaustivo exame microscópico (com estudo de 50 campos microscópicos na
lamínula de cada método) que pode reduzir intensamente o índice de falsos
exames negativos.
Palavras-chaves: Enteroparasitoses.
Parasitas Intestinais. Prevalência. Reincidência.
Coproparasitologia. Educação Sanitária.
PERCENTUAL
DE ENTEROPARASITAS ENCONTRADOS EM 2 EXAMES COPROLÓGICOS INTERCALADOS COM
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
Fig 2
* Regina Maria Gonçalves Dias - Médica
Especialista em Homeopatia (SOHERJ) e Saúde da Família (Universidade São
Camilo-RS) .
Helio Copelman – Prof. Titular de Gastroenterologia do Instituto de Pós-Graduação
Médica Carlos Chagas.
* Artigo divulgado na V
Semana do Aparelho Digestivo
– Congresso Nacional de Gastroenterologia – RJ – agosto de 2002.
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Dra. Regina Dias - Última modificação: 10 novembro, 2009 |